Aposentado doa cimentos para construção de novo presídio em Rio Verde

Com renda de um salário mínimo, o idoso dou cinco sacos de cimento. Os detentos também ajudaram na construção do novo prédio inaugurado nesta segunda (25)


Kayque Juliano
Do Mais Goiás | Em: 27/03/2019 às 11:05:30

Joel Evangelista Santos, 70 anos, visitou o novo presídio na inauguração
(Foto: Reprodução / TJ-Goiás)
Joel Evangelista Santos, 70 anos, visitou o novo presídio na inauguração (Foto: Reprodução / TJ-Goiás)

Dos quase dois mil sacos de cimentos usados para erguer a nova Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde, no Sudoeste goiano, cinco foram doados pelo aposentado Joel Evangelista Santos, de 70 anos. Mesmo ganhando um salário mínimo por mês, o idoso fez questão de ajudar na construção do novo prédio que foi inaugurado nesta segunda-feira (25).

A construção foi erguida pelo Poder Judiciário com o auxílio de alguns moradores da cidade. A nova penitenciária vai substituir a antiga que ficava no Centro de Rio Verde. “Eu escutei no rádio que o pessoal tava precisando de ajuda pra construir o prédio e fui ajudar”, disse Joel.

De acordo com o aposentado, ele pegou R$ 100,00 e foi até um estabelecimento onde o saco de cimento estava de promoção e comprou o material para ajudar na obra. Ele acredita que se todos ajudassem, o resultado seria ainda melhor “O importante é ajudar, não importa a quantidade. Rio Verde tem gente demais, mas poucos ajudam”, diz o aposentado.

Joel esteve presente na inauguração e elogiou o resultado na nova CPP. Para o aposentado, o lugar ficou parecido com “coisa de primeiro mundo”, e agora cabe aos usuários manter o lugar bonito.

O idoso mora há mais de 50 anos no município. Sem filhos, ele também sustenta a esposa com quem é casado há 45 anos. “Mesmo ganhando pouco nunca faltou nada aqui em casa. E eu fico feliz que ainda dá pra ajudar as pessoas”, afirmou.

Reeducandos

Além do aposentado, a ajuda também veio de dentro da penitenciária. De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), 15 reeducandos do regime fechado trabalharam durante meses na fábrica de tijolos, que fica dentro da unidade de Rio Verde. Os presos produziram cerca de 40 mil blocos de concreto que foram usados na construção da nova CPP.

(Foto: Reprodução/ TJ-Goiás)