Advogado

Após tiro no pescoço, vice-presidente da OAB Goiás pode deixar UTI

Quadro do paciente é estável. Thales passou por exames que descartaram possibilidade de lesão arterial; ele foi transferido para hospital particular ainda no sábado (9)


Hugo Oliveira
Do Mais Goiás | Em: 10/06/2018 às 11:51:14

Advogado que recebeu tiro no pescoço após demitir funcionário de fazenda passa bem (Foto: reprodução/Instagram @thalesjayme)
Advogado que recebeu tiro no pescoço após demitir funcionário de fazenda passa bem (Foto: reprodução/Instagram @thalesjayme)

O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de Goiás (OAB-Goiás), Thales José Jayme (56), foi transferido do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) para o Hospital Neurológico na noite de sábado (9). Baleado no pescoço na manhã do mesmo dia após demitir um funcionário de sua fazenda em Pirenópolis, ele foi conduzido para a capital pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros.

Assessoria de imprensa da entidade afirma que a vítima passou por ressonância magnética e doppler para apurar a possibilidade de lesão na artéria vertebral, a qual está a um centímetro de distância do projétil. Ambos os exames descartaram o problema. Médicos ainda avaliam se a realização de uma cirurgia para remoção da bala é necessária.

O estado de saúde do advogado é regular e estável. Embora ainda esteja na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), está consciente e falante. A previsão, entretanto, é de que ele seja transferido para um apartamento no próprio hospital ainda na tarde deste domingo (9).

Thales foi alvejado por um funcionário que não aceitou sua demissão após uma discussão na Fazenda Sardinha, de propriedade do advogado. Após uma disputa verbal, testemunha afirmou que Thales tentou deixar o local em seu carro, mas foi atingido por um disparo no pescoço. O autor cometeu suicídio em seguida. O caso foi encerrado pela Polícia Civil de Pirenópolis.

Esta é a segunda vez que o advogado recebe um tiro. Em 2004, ele foi alvejado após se envolver em uma discussão com um colega de profissão. O início do imbróglio teria sido provocado por Thales, que segundo representação enviada ao Conselho Federal à época, agrediu o advogado verbal e fisicamente.