Mobilidade

Após nove meses paralisada, obra do BRT é retomadas em Goiânia

Trabalhos foram retomados após novo acordo firmado no Ministério Público entre Prefeitura de Goiânia e o Consórcio BRT. Conclusão está prevista para 2020


Thais Lobo
Do Mais Goiás | Em: 28/03/2018 às 08:00:49

Foto: Jackson Rodrigues/ Prefeitura de Goiânia
Foto: Jackson Rodrigues/ Prefeitura de Goiânia

As obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Goiânia foram retomadas nesta terça-feira (27). Paralisadas desde junho do ano passado, os trabalhos foram retomados após novo acordo firmado no Ministério Público entre Prefeitura de Goiânia e o Consórcio BRT, responsável pela excecução do projeto.

O projeto previa a construção de dois trechos: I e II. Mas o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no último dia 28 de fevereiro garantiu apenas a continuidade das obras no Trecho II, que liga o Terminal Recanto do Bosque ao Isidória, no setor Pedro Ludovico, com o custo ajustado de R$ 206 milhões, dos quais R$ 65 milhões já foram pagos.

O trecho I, que interliga o Terminal Isidória ao Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, foi retirado do projeto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, o trecho será objeto de nova licitação ainda este ano.

A conclusão da obra está prevista para 30 de outubro de 2020. Mas, segundo a Prefeitura, esse cronograma poderá ser encurtado se o município obter recursos extras que lhe permitam antecipar os aportes de sua contrapartida.

Histórico

As obras do BRT foram iniciadas em 2015 e tinham precisão inicial para durar vinte meses, no intuito de ligar o Terminal Recanto do Bosque, em Goiânia, ao Terminal Veiga Jardim, em Aparecida. Entretanto, segundo informações do Portal da Transparência, apenas 2,4% da obra foi concluída.

No ano passado, a construção foi paralisada após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da Caixa Econômica Federal (CEF) ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

Em agosto de 2017, trabalhadores da obra do BRT protestaram mais de uma vez contra suspensão de repasses de dinheiro da CEF que estaria comprometendo o pagamento dos salários. Em novembro, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy esteve em Goiânia para se reunir com o Iris Rezende acerca da retomada das obras e de recursos da União que facilitariam a conclusão do projeto.

No último dia 15, foi assinada a ordem de serviços da obra no valor de R$ 210 milhões, que serão repassados em duas parcelas: uma de R$ 140 milhões e outra de R$ 70 milhões.

BRT

No total, o corredor exclusivo BRT Norte/Sul terá 21,7 quilômetros de extensão, com seis terminais de integração e 40 estações de embarque e desembarque. De acordo com informações da Prefeitura de Goiânia, o primeiro trecho é compreendido entre os terminais Isidória e Recanto do Bosque, mas o corredor terá como itinerário a integração entre os setores Recanto do Bosque, na Região Noroeste, ao terminal de integração Cruzeiro do Sul, Região Sudoeste, que integra o segundo trecho. O corredor abrangerá as seguintes vias: as avenidas Rio Verde, Quarta Radial, Primeira Radial, Goiás, Goiás Norte, Horácio Costa e Silva, Genésio de Lima Brito, Ipês, Lúcio Rebelo e Mangalô, além das praças Cívica, dos trabalhadores, do Cruzeiro e as ruas 90, 84, 82 e Tapuios e Oriente.

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