Após morte de réu, juiz arquiva inquérito sobre homicídio de torcedor do Goiás

Segundo consta nos autos, o acusado do homicídio foi assinado como forma de vigança pelo crime cometido

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(Foto: TJ-GO / Divulgação)

O juiz Jesseir Coelho Alcântara arquivou, na última terça-feira (16), o inquérito sobre o homicídio do torcedor do Goiás, Hudson Gabriel Sales Silva, em junho de 2016, no Setor Recanto do Bosque, na região Noroeste de Goiânia. A decisão foi tomada uma vez que o acusado do crime, Katison Márcio Barbosa de Souza, também foi vítima de assassinato em maio de 2019, por vingança pelo crime cometido contra o torcedor esmeraldino.

Consta nos autos que o homicídio de Hudson foi cometido por conta da rivalidade entre as torcidas do Goiás e Vila Nova. Segundo o processo, no dia 29 de junho de 2016, Hudson foi ameaçado de morte por estar andando com uma camisa do Goiás no bairro onde morava. À época, ele foi advertido que o setor era “território” da torcida organizada do Vila Nova.

No dia seguinte, a vítima viu dois de seus ameaçadores passando na porta de sua casa e os mostrou para sua mãe, Alilian Mariane da Silva. Ainda de acordo com o inquérito, mais tarde, no mesmo dia, Hudson estava abrindo o portão da residência, quando foi surpreendido por Katison, torcedor do clube colorado, que disparou diversas vezes contra a vítima.

A mãe de Hudson, que presenciou o crime, também levou um tiro, mas foi socorrida e sobreviveu. A vítima já havia sido presa por esfaquear um torcedor do Vila Nova, e estava solto há pouco tempo.

Vingança

Após cometer o crime, Katison fugiu e, de acordo com os autos, comemorou o assassinato de Hudson postando vídeos nas redes sociais.

Durante as investigações, Katison foi reconhecido por familiares da vítima e apontado como autor do crime. Já como réu no processo do homicídio, Katison acabou sendo assassinado pela torcida do Goiás, como forma de vingança pela morte de Hudson.