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Após confronto, áudio vaza com ameaças a policiais, em Porangatu

Polícia trabalha para identificar responsável por áudio; investigação segue sob sigilo, após comunicado interno alertar para possíveis ataques a policiais em Goiás

Após o vazamento de um Comunicado Interno em que policiais são alertados de possíveis ataques a policiais, bancos e transporte coletivo, um áudio reforça a atenção dos policiais. O áudio teria circulado entre criminosos, e é claro quanto a intenção de coibir a ação policial. “Porangatu tem que ter bandido para começar a matar polícia,” diz após uma ação policial que resultou em um morto após confronto, no dia 31 de maio.

“Toda vez que essa desgraça dessa polícia desce em Porangatu, eles matam um,” diz em áudio indignado a pessoa que ainda não foi identificada pela Polícia Civil. O delegado regional André Luiz Barbosa Campos de Medeiros já determinou uma investigação sigilosa para apurar a situação, e acredita que em pouco tempo a identidade do homem já será de conhecimento dos policiais.

 

O delegado não entra em detalhes da investigação, mas não descarta a possibilidade de um Informe Geral — forma de comunicação e ordenação de ataques entre facções criminosas. “Não posso dizer que se trata ou não de uma ordem de ataques, porque seria leviano da minha parte, já que estamos com uma investigação em curso para apurar a origem.”

O áudio teria circulado depois de um confronto que resultou na morte de um homem, na cidade de Porangatu. A vítima teria efetuado disparos contra militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), na tarde do dia 31 de maio.

Os policiais teriam notado uma movimentação estranha de uma dupla, e quando foram abordar, os suspeitos fugiram para dentro de um imóvel. Ivanildo Morais, de 27 anos, morreu na hora. Ele estaria com um revólver de calibre 38; o segundo suspeito fugiu. Dentro do imóvel os policiais encontraram um tablete de maconha.

COMUNICADO
Relatório da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Goiás emitido no domingo (3) reconhece a possibilidade de ocorrência de ataques da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) contra policiais, instituições financeiras e veículos do transporte coletivo na capital.

Cidades como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Goianésia, Goiatuba, Morrinhos, Rio Verde, Catalão, Jataí, Itumbiara e Mineiros, bem como municípios da região Sul e Sudeste do estado podem ser afetados. “Locais onde existe predominância de integrantes da referida organização criminosa”, alerta o documento.

O Relatório de Informação n° 17, de acesso restrito, expõe que essa avaliação se refere “à política adotada [pelo Estado] no que diz respeito ao regime dispensado aos presos na unidade prisional estadual sediada em Anápolis”.

SECRETARIA RESPONDE
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás informa que elaborou o relatório a partir de informações recebidas sobre a possibilidade de ocorrência de atos de violência que poderiam colocar em risco a sociedade e alertou todas as forças para redobrarem a atenção no combate ao crime. Cabe ressaltar que as nossas forças de segurança têm obtido êxito na ações para coibir o avanço da criminalidade em nosso Estado. Os ataques ocorreram em outros Estados, não sendo registrados em Goiás.