Parques de Goiânia

Apesar de jovem, Parque Flamboyant já precisa ser revitalizado

Cartão-postal está em processo de revitalização e visitantes apontam problemas no parque, principalmente em relação aos banheiros e iluminação


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 24/10/2018 às 13:08:08

Monumento em meio ao lago serve como repouso de aves (Foto: Reprodução Google Maps)
Monumento em meio ao lago serve como repouso de aves (Foto: Reprodução Google Maps)

Terceiro destaque da série especial do Mais Goiás sobre os parques da capital, o Parque Municipal Flamboyant Lourival Louza – ou somente Parque Flamboyant – é um dos mais visitados de Goiânia. A cidade completa 85 anos nesta quarta-feira (24), e suas áreas verdes são uns dos locais mais procurados pelo goianiense para se divertir, descansar da rotina ou aproveitar uma bela vista.

Construído numa área de mais de 125 mil metros quadrados, o parque está localizado próximo ao Estádio Serra Dourada e ao Shopping Flamboyant, no Jardim Goiás.  Ele foi inaugurado há onze anos, e apesar de relativamente novo, já carrega problemas que precisam de atenção dos gestores.

Ponte e jardim japonês (Foto: Fabricio Moretti)

Infraestrutura

Possui dois lagos com fonte luminosa, pontes de madeira, mirante, parquinho infantil, ciclovia, pista de cooper, estação de ginástica e caminhos internos. Abrigando diversos tipos de árvores e plantas nativas do cerrado, o cartão postal da cidade tem livre acesso durante o dia e à noite. Além dos já costumeiros piqueniques, muitas pessoas comemoram aniversário e até organizam chás-de-fraldas nos espaços cobertos do local. Aos finais de semana a circulação é grande, com pessoas vindas de todas as partes de Goiânia.

O parque infantil foi revitalizado (Foto: Reprodução Google Maps)

Problemas e revitalização

“Um dos maiores problemas não é nem culpa dos governantes, mas são os visitantes do parque que não fazem questão de o manterem limpo. Mas isso não só aqui, é triste ir a qualquer parque da cidade e encontrar lixo no chão e dejetos dos pets que os donos não coletam”. Mario Tavares, autônomo de 33 anos, destaca outro ponto negativo do Parque Flamboyant. “Os banheiros sempre estão depredados, e a iluminação a noite é precária, o que reforça a falta de segurança”.

Hamilcar Vieira, chefe da Divisão de Guarda Ambiental (DGA) destaca que a segurança e o bem-estar da população que frequenta o Parque Flamboyant é garantida com o reforço das ações promovidas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Ele ainda recomenda a população evitar “locais ermos e escuros” não somente no parque, como em todos os outros.

Área coberta é usada para comemorações (Foto: Reprodução Google Maps)

Antônio Pasqualetto, professor de Engenharia Ambiental, aponta a falta de arborização como impasse no parque. “A ecasses de árvores e as grandes edificações no entorno atrapalham a ventilação. As construções de garagens e impermeabilização compromete a formação de lagos além de provocar uma redução do nível do lençol freático”.

Ormando Pires, Diretor de Áreas Verdes da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), afirma que “a redução do nível do lençol freático ocorre naturalmente conforme o período do ano”. O diretor ressalta que “toda questão dos banheiros e falta de iluminação está contemplado no processo de revitalização seguindo trâmites legais”.