Improbidade

Anselmo Pereira, Armando Vergílio e Nelson Siqueira são indiciados pela Polícia

De acordo com a inquérito, o vereador Anselmo Pereira teria usado servidores públicos do Estado de Goiás/Ipasgo em benefício próprio




A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) concluiu inquérito policial comprovando que o vereador Anselmo Pereira teria usado servidores públicos do Estado de Goiás/Ipasgo em benefício próprio.

Segundo o delegado que comandou as investigações, Rômulo Figueredo de Matos, diversos servidores contratados indevidamente pelo Ipasgo, na época presidido por Nelson Siqueira, foram cedidos ilegalmente para a antiga Secretaria de Governo e de Assuntos Institucionais, então comandada por Armando Vergílio.

Tais servidores, porém, nunca trabalharam na Secretaria de Governo e de Assuntos Institucionais, mas sim no gabinete do vereador Anselmo Pereira.

De acordo com o inquérito, há indícios, ainda, de que os servidores foram usados como cabo eleitoral durante campanha política. Com isso, toda remuneração paga a eles foi apropriada indevidamente, uma vez que não houve qualquer contraprestação para o Ipasgo, configurando o crime de peculato.

O delegado Rômulo Figueredo de Matos destaca ainda que o uso de mão de obra pública configura ato de improbidade administrativa, motivo pelo qual oficiará o Ministério Público para que seja oferecida ação civil pública em desfavor dos indiciados.

O MAIS GOIÁS tentou contato com o vereador Anselmo Pereira, mas ele não foi localizado para comentar o assunto.  Nelson Siqueira também foi procurado, mas não atendeu as nossas ligações.

O OUTRO LADO

Em nota enviada ao MAIS GOIÁS, Armando Vergílio diz que recebeu com “surpresa e indgnação a manifestação da DERCAP”.

Na nota, Armando Vergílio afirma que a ação contra ele é de “cunho político (perseguição) (…) Feita através de uma descabida denúncia anônima, que originou em um inquérito de 2006, que estranhamente ficou paralisado todo esse tempo (portanto mais de 8 anos), onde não se tem uma única prova ou evidência de qualquer envolvimento meu. Como de fato não há”.

“Meu nome claramente foi citado de forma injusta e indevida, apenas por ter sido o secretário de Governo à época e talvez por comandar hoje um partido que não se submete às vontades do governo”, diz Armando Vergílio.

“Sequer conheço as pessoas que foram objeto do suposto favorecimento. Informo que tomarei, no tempo certo, as devidas providências legais. Quanto ao mais, permaneço com a consciência e mãos limpas, que sempre pautaram minha vida pessoal, profissional e política”, finaliza.