Briga generalizada

Amigos são espancados ao tentarem socorrer mulher de briga em Pirenópolis

Uma das vítimas diz que irá tomar providências contra o estabelecimento. Dona do bar afirma que o espaço estava alugado e responsabilidade é dos organizadores do evento

Cidades

Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 18/02/2020 às 13:46:55

Dois homens foram agredidos após tentar socorrer uma mulher de uma briga em um bar de Pirenópolis, na madrugada do último domingo (16). (Foto: reprodução)
Dois homens foram agredidos após tentar socorrer uma mulher de uma briga em um bar de Pirenópolis, na madrugada do último domingo (16). (Foto: reprodução)

Dois homens foram agredidos ao tentarem socorrer uma mulher de uma briga em um bar de Pirenópolis, no final de semana. Vítimas tiveram ferimentos como cortes na cabeça e escoriações pelo corpo depois de serem atingidos por socos, chutes e até bistrôs de madeira. Caso ocorreu na madrugada do último domingo (16). Agredidos afirmam que não tiveram assistência necessária do estabelecimento. Proprietária do estabelecimento, por sua vez, afirma que o espaço estava alugado para terceiros, que deveriam se responsabilizar por toda a segurança da festa.

Um dos agredidos é morador e professor na cidade turística e terá a identidade preservada. Ele relatou à equipe de reportagem do Mais Goiás que ele e o amigo, também vítima de agressão, não estavam na festa e passaram no bar apenas para buscar a irmã de uma amiga que estava no local.

Após encontrarem a mulher eles estavam prontos para ir embora, mas foram surpreendidos por uma briga. “Havia duas mulheres brigando e uma delas jogou uma garrafa de vidro na cabeça da outra. Foi aí que se iniciou a briga generalizada. Nós vimos uma dessas moças no chão, sendo agredida pela turma da outra mulher. Meu amigo, então, resolveu ajudar ela a se levantar para não apanhar ainda mais”, conta.

De acordo com ele, ao ajudar a mulher caída, um grupo de pessoas se virou contra o amigo. “Ele começou a ser duramente agredido por muitas pessoas e eu entrei para ajudá-lo. Vi que iriam matá-lo e, então, tentei defendê-lo. A turma toda se voltou contra nós e começou a nos bater”, disse.

Sem ajuda

O homem relata que, durante toda a briga, nenhum segurança do local tentou contornar a situação. Nem mesmo o som foi desligado, segundo ele. A vítima diz, ainda, que o bar não deu nenhuma assistência. “Não chamaram socorro e não nos ajudaram em nada. Pedimos para sair pelos fundos para evitar represálias e foi a maior discussão porque eles não queriam deixar. Foram minutos de terror”.

As vítimas ainda não conseguiram registrar boletim de ocorrências na Polícia Civil (PC), já que a delegacia de Pirenópolis não tem plantão aos finais de semana e durante a madrugada. Eles devem, nesta terça-feira (18), expedir um laudo médico no hospital onde foram atendidos e seguirão para a delegacia.

Para o professor, a revolta maior é com o estabelecimento. “É um ambiente que você imagina ser seguro, mas que não tem o mínimo de segurança. Havia menores de idade bebendo e visivelmente drogados. Há relatos de outras brigas e consumo de drogas explícito no banheiro do local. Vamos tomar providências contra a casa”, ressaltou.

Vítimas pediram para não serem identificadas (Foto: reprodução)

O outro lado

Em entrevista ao Mais Goiás, a proprietária do Buteko do Chaguinha Pirenópolis, Thays Pinheiro Rodrigues Siqueira, afirmou que a festa não possuía qualquer envolvimento com o bar. O espaço, segundo ela, foi alugado para a realização da Festa 062 e a responsabilidade com segurança, limpeza e outros serviços era dos organizadores do evento.

Conforme relata a mulher, os proprietários da casa de festa estavam presentes no local e já tinham solicitado para que o som fosse desligado antes da briga, já que o horário estabelecido em contrato havia extrapolado. “Nós também já tínhamos sugerido uma equipe de segurança nossa, que tem experiência, mas o organizador optou por não contratar”.

“A empresa não é conivente com esse tipo de situação, é algo realmente lamentável. A gente nunca espera que isso aconteça. Nós estamos dando todo o apoio à família do rapaz prejudicado e vamos junto com ele à delegacia para abrir um processo e identificar os autores. Queremos resolver a situação da melhor forma possível”, informou.

Este portal de notícias também tenta contato com o responsável pela festa. O espaço está aberto para pronunciamento.