Alto Paraíso decreta estado de emergência ambiental em razão de incêndios e queimadas

O documento foi publicado na quinta-feira (23) e visa buscar apoio financeiro do Governo Federal para o combate das chamas

O município de Alto Paraíso decretou estado de emergência ambiental em razão de incêndios e queimadas na cidade e áreas adjacentes. (Foto: Corpo de Bombeiros)
O município de Alto Paraíso decretou estado de emergência ambiental em razão de incêndios e queimadas na cidade e áreas adjacentes. (Foto: Corpo de Bombeiros)

O município de Alto Paraíso decretou estado de emergência ambiental em razão de incêndios e queimadas na cidade e áreas adjacentes. O documento foi publicado na quinta-feira (23) e visa buscar apoio financeiro do Governo Federal para o combate das chamas na cidade. Incêndios na região da Chapada dos Veadeiros já duram cerca de 12 dias, com mais de 23 mil hectares destruídos.

O decreto tem validade até o dia 30 de novembro e proíbe, entre outras coisas, o uso de fogo para a realização de limpeza de vegetação nas zonas rural e urbana, bem como na eliminação de lixo.

Segundo o documento, ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre, prestação de serviços e de obras relacionadas à reabilitação dos cenários dos desastres causados pelos incêndios.

Por que Alto Paraíso decretou estado de emergência ambiental?

De acordo com o prefeito Marcus Rinco, a situação está “mais controlada” desde a quinta-feira (24), mas foi decretado estado de emergência para buscar recursos e alternativas para o combate das chamas.

“Nós editamos o decreto de situação de emergência para que possamos abrir possibilidades de buscarmos mais apoio, mais recursos da alçada federal. A situação atual é mais controlada e estão combatendo agora novos focos de incêndio que surgem a cada momento.

Ainda conforme o gestor, “o decreto é mais um reforço para conseguir ações em benefício de tratar e combater os incêndios em Alto Paraíso e região”.

Atualmente, equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), PrevFogo, voluntários e Polícia Militar Ambiental atuam no combate às chamas. Até a quinta-feira (23), o incêndio na região da Chapada dos Veadeiros destruiu 23 mil hectares, o equivalente a 23 campos de futebol.