Inflação

Alimentos puxaram inflação de Goiânia no mês de outubro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) atingiu 1% contra 0,4% registrado em setembro





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A alimentação foi responsável pelo maior peso da inflação medida no mês de outubro em Goiânia. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta quarta-feira, dia 5, pelo Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) atingiu 1% contra 0,4% registrado em setembro.

É a maior variação desde março de 2014 e contribuiu para que o acumulado do ano chegasse a 6,21%. O grande vilão foi o tomate, com alta de (27,69%), seguido pelo feijão carioca (4,75%) e carne bovina (4,42%).

De acordo com o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB, Marcelo Eurico de Sousa, o indicador apresentava nos últimos quatro meses uma tendência de queda que foi interrompida. No grupo dos alimentos, os preços dos hortifruti sofreram oscilação conforme a sazonalidade.

“No período de seca, apesar do calor muito intenso, vários produtos tiveram os preços bastante reduzidos em razão da maior oferta e da melhor qualidade provocadas pelo clima. Agora, com a chegada do período chuvoso, ocorre o inverso nessa produção. Hortaliças e frutas ficam mais caras e isso acaba causando impacto maior”, explica. A expectativa é de que a laranja e a banana sofram reajuste porque são culturas que vão entrar no período da entressafra. A dica aos consumidores é optar pelas compras nos dias das promoções em feiras e supermercados.

Em relação à carne bovina, houve uma alta generalizada nos cortes de primeira e segunda: alcatra (4,84%) e músculo (7,16%). Isso ocorreu, segundo Marcelo, devido à menor oferta do produto no mercado, provocada pela seca muito prolongada que reduziu os pastos para a engorda de animais, além da redução do número de animais prontos para abate. Outros grupos de despesas que puxaram a inflação além da alimentação (1,69%), foram a habitação (1,39%) e os transportes (0,32%).

O destaque foi para o reajuste residual da energia elétrica (5,61%) e dos combustíveis que pesaram mais no bolso dos consumidores a partir da segunda quinzena de outubro: gasolina comum (2,33%) e etanol (2,49%). Por outro lado, o leite recuou 3,24% em comparação ao mês de setembro, em função do fim da estiagem, o que favorece a produção.

A projeção do cenário para o fim do ano não é animadora. Tendo em vista um possível novo reajuste nos preços dos combustíveis, espera-se alta da inflação para os últimos dois meses do ano, uma vez que o acumulado da inflação de Goiânia em 2014 (6,21%) já superou o patamar de 5,93% registrado em 2013 todo. Com o resultado da inflação em outubro na capital, o índice foi para 7,55% nos  últimos 12 meses, acima dos 6,32% relativos aos 12 meses anteriores.

CESTA BÁSICA

A cesta básica também refletiu a alta dos alimentos, registrando aumento de 2,70% em outubro. O custo da cesta para uma pessoa subiu de R$ 247,99 em setembro para R$ 254,69 no mês seguinte. No acumulado do ano, a cesta básica está 4,40% mais cara e 6,65% no acumulado de 12 meses. Dos 12 itens que a compõem, oito estão mais caros e quatro recuaram em outubro, na comparação com setembro. Os maiores reajustes foram observados nas frutas (10,11%), pão (4,65%), feijão (4,06%) e carne (2,34%).  As quedas de preço mais expressivas foram registradas no açúcar (- 5,52%), leite (-3,24%) e café (-2%).

PROMOÇÕES

O gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB, Marcelo Sousa, sugere aos consumidores em busca de economia que optem pelas compras em dias de promoções nas feiras e supermercados. “O consumidor precisa ficar atento às promoções. Em nossas pesquisas verificamos variações dentro dos mesmos grupos. Por isso, o trabalho de coleta de preços principalmente nas grandes redes varejistas cria uma certa diferença no orçamento no final do mês”, recomenda.

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