Novo Cangaço

Agência do Banco do Brasil em Alto Paraíso é explodida

Bandidos fortemente armados invadiram o local e também disparam tiros de fuzil contra a polícia




Em mais ação violenta, bandidos explodiram a agência do Banco do Brasil em Alto Paraíso, localizada na Rua principal da cidade, na madrugada desta quarta-feira (11). Segundo o delegado responsável pelo Distrito Policial no município, José Antônio Machado Sena, cinco homens fortemente armados invadiram o local e também disparam tiros de fuzil contra a polícia.

Para coagir os policiais, os criminosos chegaram a colocar dinamite em frente ao quartel da Polícia Militar de Alto Paraíso. A delegacia da cidade também foi alvo de diversos tiros de fuzis.

Na agência, os homens tentaram por diversas vezes abrir o cofre do banco. Ainda de acordo com o delegado, os criminosos realizaram três explosões no local, mas não conseguiram abrir o cofre e saíram da cidade sem levar nada.

Os criminosos fugiram em dois carros e a polícia já tem pistas do paradeiro deles, mas não podem revelar a informação no momento para não atrapalhar a prisão deles. Com as explosões, o prédio do banco ficou completamente destruído.

Essa já é a segunda ação do novo cangaço na cidade em menos de seis meses. Em agosto do ano passado, oito homens invadiram um banco e uma casa lotérica de Alto Paraíso, momento em que o delegado conta que “quase morreu” ao trocar tiros com os criminosos. “Naquele momento pedimos reforço de efetivo e de armamento, mas nada foi feito”, desabafa José Antônio.

O delegado ressalta que o efetivo de policiais na cidade se resumem a dois agentes na Polícia Civil e dois na Polícia Militar. Indignado, ele ainda relata que os criminosos estavam com armamentos pesados como fuzis 556, enquanto os policiais tinham apenas pistolas ponto 40, o que deixa a própria polícia refém dos bandidos. “A gente fica sem ter como reagir. É um absurdo a Polícia Civil não ter um fuzil para combater esses criminosos”, critica.

Procurada pelo Mais Goiás, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) preferiu não se manifestar sobre o assunto.