Investigações

Advogado teria sido vítima de atentado em decorrência da profissão

Ao pedir ajuda à população para localizar homem que enviou bomba a escritório de Goiânia em julho passado, delegado afirmou que outras motivações estão descartadas




Após mais de três meses de investigações, a Polícia Civil acredita que algum fato relacionado à advocacia foi o que motivou, no último dia 15 de julho, o atentado à bomba contra o advogado Walmir Oliveira da Cunha, de 37 anos. Ao afirmar que outras motivações estão descartadas, o titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Waldemir Pereira pediu a ajuda da população para identificar o homem que enviou o artefato ao escritório.

Durante coletiva à imprensa, o titular da Deic contou que a partir desta quinta-feira (27) estará distribuindo 300 cartazes em Goiânia e Anápolis com a foto do homem que entregou o artefato ao motoboy no Jardim Guanabara. “Esperamos agora contar com a colaboração da população para que denuncie, através do telefone 197, quem é este homem, que aparenta ter perto de 60 anos”, pediu o delegado.

As investigações, segundo Waldemir Pereira, estão adiantadas, mas como correm em segredo de justiça não pode ter detalhes divulgados. “O que posso dizer é que motivação passional já está 100% descartada. Nós continuamos analisando também outros fatos, mas tudo indica que o atentado tem a ver única e exclusivamente com a atividade profissional do Walmir”, concluiu.

O atentado

Walmir Oliveira da Cunha perdeu três dedos da mão direita assim que abriu uma encomenda entregue por um motoboy no escritório em que ele trabalha na Rua 15 no Setor Marista em Goiânia. Identificado e ouvido na delegacia dias depois, o motoboy contou ter recebido R$ 25,00 de um desconhecido para levar a encomenda até o escritório sem saber que se tratava de um explosivo.

Segundo a polícia, não há qualquer indícios de que o motoboy tenha tido participação no atentado. Ao menos um policial, segundo Waldemir Pereira, teria tido participação no crime, ficando responsável pela confecção do artefato.

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