Cidades

Adolescente que matou colega de escola pretendia assassinar outras duas meninas

Em depoimento, autor de assassinato, que tem 13 anos, disse que levava faca todo dia para a escola, e ainda estava escolhendo quem seriam suas vítimas


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 24/08/2017 às 11:58:16


(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

“Um garoto frio, que em momento algum demonstrou qualquer tipo de arrependimento, e que confessou que pretendia matar três colegas de escola.” Assim o delegado Luiz Gonzaga Júnior, adjunto da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) descreveu o garoto de 13 anos que, na quarta-feira (23), foi apreendido em flagrante logo após matar a facadas a estudante Tamires de Paula, de 14 anos, no prédio onde ambos moravam, no Jardim América, em Goiânia.

Em depoimento prestado de informalmente ao delegado, o garoto disse que pegou o dinheiro que ganhou em seu último aniversário, em junho passado, e comprou uma faca, que levava todo dia para a escola. “Ele falou que pretendia matar três meninas, entre elas uma que gostava dele, e outra que provocasse um grande luto na escola”, relatou Luiz Gonzaga Júnior. O garoto, ainda segundo o delegado, não explicou porque decidiu assassinar Tamires, que apesar de estudar na mesma escola, e morar no mesmo prédio, não tinha convivência com ele.

A perícia constatou, e o próprio autor relatou que antes de matar Tamires a facadas, bateu a cabeça dela várias vezes na parede. “Como não conseguiu matar ela com pancadas, ele então desferiu várias facadas. A violência com que aplicou os golpes foi tão grande que a faca dobrou no corpo da garota”, pontuou o delegado.

O próximo passo da investigação, relatou, é ouvir testemunhas, e analisar computadores e telefones celulares para descobrir se há alguma motivação para o crime. O garoto que confessou o assassinato, segundo Luiz Gonzaga Júnior, não tinha histórico de violência, e era considerado bastante extrovertido, e de fácil relacionamento com os colegas. Ele está sendo acompanhado por um psicólogo, e ainda hoje será apresentado ao Juiz da Infância e Juventude, que decidirá, ou não, pela internação. Pela idade, o garoto pode ficar internado por no máximo três anos.