Violência

Adolescente que matou colega de cela agiu a mando de outro interno, diz polícia

Segundo o titular da Depai, Luis Gonzaga Júnior, a motivação do crime seria um rixa entre a vítima e o mandante do crime, de 16 anos


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 07/06/2019 às 18:00:50

Após a apreensão em flagrante, menores foram levados para a Depai (Foto: Reprodução)
Após a apreensão em flagrante, menores foram levados para a Depai (Foto: Reprodução)

O adolescente de 17 anos, apreendido em flagrante suspeito de matar o menor C.E.O.S, de 15, dentro do Centro de Atendimento Socieducativo (Case) do Conjunto Vera Cruz I, na noite desta quinta-feira (6), alegou à polícia que agiu a mando de outro interno da unidade. Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Luiz Gonzaga Júnior, o mandante do crime, outro adolescente de 16 anos, também foi apreendido.

O adolescente teria alegado que a motivação do crime foi um desentendimento entre a vítima e o mandante, que estava detido em outra ala da unidade. Segundo o delegado, o menor contou que o próprio mandante entregou a ele a corda utilizada no crime. Como tentativa de despistar os policiais, o suspeito de assassinato tentou simular uma cena de suicídio. Contudo, essa possibilidade já foi descartada pela perícia.

Os menores já foram recambiados para o juizado. O órgão deve decidir sobre uma provável nova condenação para os envolvidos, para atos análogos a homicídio. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), que cuida do Case, divulgou nota afirmando que não haviam registros de desentendimentos pelo suspeito e a vítima, que já tinham dividido o alojamento em situações anteriores. Os menores  estavam há apenas quatro dias na unidade.

Após o crime, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas apenas constatou o óbito do menor. Ainda em nota, a Seds disse que os familiares da vítima foram informados às 22 horas. “Logo pela manhã desta sexta-feira (7/6), o gerente do sistema socioeducativo, Sandro Lacerda, e uma equipe multidisciplinar de assistente social e psicóloga esteve no Instituto Médico-Legal, prestando a assistência necessária aos familiares”, diz o texto.