Latrocínio

Adolescente confessa assassinato de jovem enquanto caçavam jacaré, em Goiânia

Após ser executado com dois tiros na cabeça, Luan de Araújo Barbosa teve o celular e a espingarda roubados

Cidades

Aulus Rincon
Do Mais Goiás | Em: 20/12/2019 às 14:45:42

Corpo tinha perfurações compatíveis com disparos de arma de fogo (Foto: reprodução)
Corpo tinha perfurações compatíveis com disparos de arma de fogo (Foto: reprodução)

Um adolescente de 17 anos confessou ter matado a tiros, em novembro deste ano Luan de Araújo Barbosa, de 26 anos. Segundo as investigações, autor e vítima saíram juntos para caçar jacaré, mas, ao adormecer, Luan foi assassinado pelo adolescente, que roubou dele um aparelho de telefone celular, e uma espingarda calibre 32. O caso aconteceu em em Goiânia.

Luan desapareceu em 10 de novembro quando, segundo o relato de familiares, entrou em uma mata na região do Parque Atheneu para caçar jacarés com um amigo. O corpo dele foi encontrado seis dias depois, dentro do Rio Meia Ponte, com duas perfurações na cabeça.

Desde então, o adolescente vinha sendo investigado, mas, quando interrogado ainda em novembro, negou participação no crime. “Recentemente nós descobrimos que dois dias após o desaparecimento, o adolescente já estava usando o celular da vítima; e hoje (20), durante um novo interrogatório, ele acabou confessando o crime. Neste novo depoimento, ele contou que esperou o colega dormir, e, com a espingarda do próprio Luan, o executou com dois tiros”, descreveu o delegado Elton Fonseca, adjunto da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).

O adolescente, que foi localizado pelos policiais em um hospital da capital, também disse ao delegado que cometeu o crime porque teria sido enganado dias antes durante a divisão de alguns produtos furtados por ele e Luan. A internação era devido a um tiro que o adolescente levou esta semana. Mas o adolescente não quis se pronunciar.

Elton Fonseca já conseguiu, junto ao Poder Judiciário, a internação provisória do adolescente. Como foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte), o adolescente pode ficar internado por até três anos.