Pleito

“Acreditamos que esta é a vez do PSOL”, diz Fabrício Rosa

Pré-candidata a prefeita pelo partido, Mariana Lopes afirma: "É preciso dar chance ao novo"


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 01/02/2020 às 11:38:29

Mariana Lopes e Fabrício Rosa (Foto: Mariana Magalhães)
Mariana Lopes e Fabrício Rosa (Foto: Mariana Magalhães)

Em Goiânia são cerca de 700 mil votos válidos. Como são 35 cadeiras no parlamento municipal, então, são de 18 mil a 20 mil votos que cada partido precisa para ascender um vereador. É o que explica o pré-candidato a legislador do município, Fabrício Rosa (PSOL). Segundo ele, o partido tem chances. “Acreditamos que esta é a vez do PSOL.”

Como não há coligação, cada partido tem que alcançar esse número de votos para garantir um lugar na Casa de Leis. “Na penúltima eleição tivemos 13 mil, na última 9 mil”, lembra Fabrício, que faz parte da diretoria da sigla, em Goiânia, e foi candidato a senador em 2018. “Mas temos crescido nas bases”, garante.

Rosa analisa que, por ser um partido de oposição, o PSOL ganha visibilidade e as críticas dão mais acuidade junto à sociedade. Além disso, ele aponta que o País vive uma polarização, o que também contribui na percepção pública. “Saímos de seis deputados [federais] para dez.” Ele aponta, também, que mesmo Goiás tendo tendências conservadoras, “temos histórico de eleger nomes da esquerda”.

Chapa majoritária

O PSOL, segundo o pré-candidato, faz a construção de sua chapa majoritária com a militância. “Até 28 de fevereiro estão abertos os prazos para a inscrição de pré-candidatos a prefeito”, relata. Fabrício informa, ainda, que a doutora em história, servidora da UFG e militante feminista, Mariana Lopes, já é a primeira a anunciar pré-candidatura. “Mas outros aparecerão.”

No dia 6 de março ocorre a plenária e já será antecipado o nome que disputará o paço municipal pelo partido. Em relação a vereadores, as inscrições podem ser feitas até junho, nas convenções – mas é preciso se filiar ao partido até abril. “A meta é ter 52 candidatos.”

Sobre o número, Fabrício é otimista. “É o partido mais próximo de movimentos sociais, cultura, arte… Muita gente tem se aproximado com intenção de participar.” Segundo ele, a ideia é fazer tanto a campanha quanto o mandato de forma coletiva.

Pré-candidata

Mariana Lopes afirma que “é preciso dar chance ao novo”. Segundo ela, Goiânia possui vários pré-candidatos, mas que não se diferem muito na política. “Mesmo com possíveis novas ideias, seus partidos têm ideais semelhantes”, observa.

Então, ela destaca que o PSOL vem para fazer essa diferença. “Como tem feito em todo o Brasil”, relata. Sobre ter colocado o nome à disposição, Mariana, que mora em Goiânia desde que nasceu, diz perceber uma insatisfação com os últimos governos.

Com o pé no chão, ela prevê uma eleição dura, principalmente se houver a participação do prefeito Iris Rezende (MDB), que tem mantido o suspense sobre reeleição. “Nunca tivemos uma candidatura com votação expressiva, então pretendemos que esta seja diferente. A expectativa é eleger o Fabrício e fazer uma boa campanha para a prefeitura”, arremata.