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25 anos sem Mamonas Assassinas: banda fez um único show em Goiânia

Banda emendou sucessos como "Brasília Amarela" e "Sabão Crá Crá". Assista ao vídeo do grupo na capital

25 anos sem Mamonas Assassinas: banda fez um único show em Goiânia
(Foto: Reprodução)

Era 2 de março de 1996 quando o Brasil recebeu a notícia que todos os integrantes de uma das bandas de rock mais emblemáticas do país tinham morrido. No auge do sucesso, Dinho, Samuel, Sérgio, Júlio e Bento, os Mamonas Assassinas, se despediram após um acidente aéreo. Em Goiânia, o grupo fez um único show, em 1995.

Mesmo quase três décadas após o trágico fim, os Mamonas Assassinas ainda têm um lugar especial no coração dos fãs. Misturando punk rock com gêneros como forró e brega, o estilo debochado e bem humorado dos músicos conquistou o público de todas as idades.

A banda lançou apenas um álbum, que leva o nome do grupo. Não deu outra: os brasilienses venderam mais de 2 milhões de cópias, participaram de diversos programas na televisão e rodaram o país, fazendo 182 shows em várias cidades, como Goiânia.

Carismáticos, emendaram sucessos como “Brasília Amarela“, “Sabão Crá Crá“, “Sábado de Sol“, “Pelados em Santos” e “Robocop Gay“. Músicas que até hoje muita gente sabe cantar mas que, se fossem lançadas atualmente, certamente gerariam reprovação de uma parcela da sociedade por conta das letras.

Mamonas Assassinas em Goiânia:

O acidente

Após um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, os jovens voltariam para São Paulo e já fariam malas para o início de uma turnê internacional em Portugal. O show durou pouco mais de 1h e os Mamonas Assassinas partiram rumo à capital paulista.

Às 23h20 o piloto fez o último contato com a torre do Aeroporto Internacional de São Paulo, informando que não havia conseguido pousar e iria reiniciar o procedimento de pouso. Às 23h37, o jatinho desapareceu do radar do aeroporto.

Em 2 de março de 1996, a noite era de tempo fechado e muita neblina cobria a Serra da Cantareira. Este foi o motivo do acidente que levou os integrantes da banda, dois tripulantes, um segurança e um assistente de palco. A aeronave em que estavam avançou por sobre as árvores e colidiu com na mata. Havia batido a 350 km/h contra a serra.

Na época, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) chegou à conclusão de que, além do mau tempo, a fadiga da tripulação colaborou. Com uma rotina de shows apertada e extensa, segundo o relatório, piloto e copiloto estariam trabalhando sem descanso por quase 17h.

O Brasil ficou de luto por uma semana após o acidente. Os Mamonas Assassinas receberam homenagens póstumas em vários locais públicos do país, como uma praça com o nome da banda no Parque Cecap, em Garulhos.