Política

Quinta-feira, 10 Maio 2012 às 14:55

Deputado critica atuação da PGR em investigações em Goiás




Agência Câmara

O delegado Matheus Mella Rodrigues explicou aos parlamentares da CPMI do Cachoeira que a Operação Monte Carlo foi motivada por uma denúncia da promotoria de Valparaíso de Goiás que acusava a existência de atividade de jogo ilegal com envolvimento de policiais militares, civis e federais. A informação foi dada há pouco pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que participou da reunião fechada da CPMI.

Esse fato, segundo Teixeira, reforça a necessidade de a Procuradoria-Geral da República explicar porque não prosseguiu as investigações da Operação Vegas que já indicava essas irregularidades. Na avaliação de Teixeira, a Operação Monte Carlo devia ser um desdobramento da Vegas, não era preciso esperar uma denúncia da promotoria de Valparaíso.

Empresas de fachada
Paulo Teixeira disse ainda que o delegado detalhou a quantidade de empresas de fachada que havia para lavar o dinheiro obtido pela organização de Carlinhos Cachoeira. Duas dessas empresas estão sediadas nas Ilhas Virgens britânicas, sendo uma delas um bingo. O delegado, responsável pela Operação Monte Carlo, também disse que encontrou depósitos da Delta para essas empresas de fachada.

A Operação Monte Carlo ainda não acabou, mas o delegado não falou sobre as novas investigações. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) afirmou que ainda há 25 malotes de material apreendido que ainda não foram analisados pela polícia federal.

A 1ª parte da operação não investigou políticos porque não tinha autorização do STF. Agora, a polícia federal tem autorização para investigar o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), o deputado Sandes Júnior (PP-GO) e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Confira a defesa apresentada pelos deputados.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que também participou da reunião de hoje da CPMI, disse que, segundo o delegado Matheus Mella Rodrigues, é grande a ligação entre Leréia e a organização de Carlinhos Cachoeira. Ainda segundo o delegado, não está claro o envolvimento de Sandes Júnior com o contraventor.

Tópicos: CPMI do Cachoeira


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