Cidades

Quarta-feira, 19 Setembro 2012 às 14:10

MP pede afastamento de prefeito e secretário de saúde de Formosa





(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)


Devido aos caos em que se encontra a saúde no município de Formosa, a 285 quilômetros de Goiânia, o MP-GO (Ministério Público de Goiás) pede, em ação civil pública, o afastamento do prefeito Pedro Ivo (PP) e do secretário da pasta, Bruno Opa, além da imediata correção das irregularidades no Hospital Municipal de Formosa e o devido cumprimento de convênios firmados pelo Poder Público. Também foi pedida a condenação do prefeito e do secretário por dano moral coletivo.

De acordo com o promotor Wagner Magalhães Carvalho, o sistema público de saúde em Formosa, sobretudo a partir de 2011, tem piorado sistematicamente, principalmente quanto à estrutura física do Hospital Municipal. Wagner Carvalho relata que as primeiras averiguações sobre a unidade, ainda em 2009, foram feitas por auditores da Regional de Saúde do Entorno Norte, evidenciando várias irregularidades, desde a higienização inadequada da alimentação à falta de pessoal, material de consumo, de equipamentos e maquinários diversos.

Consta da ação que, mesmo depois de cientificado para providenciar as adequações necessárias, nova vistoria, realizada nove meses depois desta primeira, constatou que as irregularidades permaneciam.

O promotor observa que, no final do ano passado, acompanhou pessoalmente uma nova diligência, desta vez pela Superintendência de Vigilância Sanitária e Ambiental, ocasião em que foram lavrados autos de infração, de imposição de penalidade e termo de notificação para suprimento das muitas irregularidades encontradas.

Esses relatórios apontaram a produção de alimentos em condições insalubre, tendo sido a cozinha, inclusive, interditada tamanha a gravidade da situação. Não menos alarmante foi a situação dos medicamentos, armazenados e colocados em uso no centro cirúrgico e na sala de emergência com prazos de validade vencidos, o que levou à apreensão de vários remédios e sua posterior incineração.

O promotor ressalta que mais de 50 medidas básicas de segurança hospitalar constaram do termo de notificação expedido, tendo sido concedido 90 dias para implementação. Expirado o prazo em meados de fevereiro deste ano, outras vistorias foram realizadas incluindo do SUS e do Conselho Municipal de Formosa, apontando irregularidades já registradas nos anos anteriores, acrescidas ainda da precariedade da lavanderia, que sequer possuía sabão para lavar roupas sujas da unidade.

As informações são do MP-GO

Tópicos: Política


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